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Observatório Astronômico : Observatório da UEPG participa de descoberta astronômica
Enviado por memilio em 31/03 (2057 leituras)





O Observatório Astronômico da UEPG participou de
observações que determinaram a descoberta de que o asteroide distante
Chariklo se encontra rodeado por dois anéis densos e estreitos. Marcelo
Emílio, coordenador do Observatório, registra o significado da
descoberta, dizendo que “se trata do menor objeto já descoberto com
anéis – e apenas o quinto corpo no sistema solar, depois dos planetas
gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, com essa caraterística. As
observações foram realizadas em diversos locais da América do Sul e os
resultados estão disponíveis online na publicação da Revista Nature de
26 de março de 2014.



Marcelo Emílio explica que a origem dos anéis
permanece um mistério, no entanto pensa-se que pode ser o resultado de
uma colisão que criou um disco de detritos. Sobre a descoberta destacada
pelos astrônomos como surpreendente, o professor relata que, além dos
anéis de Saturno, que são um dos mais bonitos espetáculos no céu, outros
anéis, menos proeminentes, também foram encontrados em torno dos outros
planetas gigantes. Sublinha que, apesar de buscas cuidadosas, nunca
foram encontrados anéis em volta de outros objetos menores do sistema
solar. Marcelo Emílio resume a euforia dos astrônomos porque, agora, as
observações do longínquo asteroide Chariklo, feitas quando este passava
em frente a uma estrela, mostram que ele também se encontra rodeado por
dois anéis estreitos.



Anéis de uma Colisão



Quanto a Chariklo, o professor conta que é o
maior membro de uma classe de objetos conhecidos por centauros, que
orbitam o Sol entre Saturno e Urano, no sistema solar externo. “Os
centauros são pequenos corpos com órbitas instáveis no sistema solar
exterior, que atravessam as órbitas dos planetas gigantes”. Marcelo
Emílio ressalta o fato do asteroide Chariklo apresentar anéis ainda ser
um mistério. “A formação dos anéis deve ser relativamente recente,
resultado de uma colisão. Uma ou mais luas de Chariklo, que estão ainda
por serem descobertas, poderia justificar a estabilidade dos anéis”. Os
astrônomo da UEPG assinala que previsões de sua órbita mostraram que o
asteroide passaria em frente da estrela UCACA 248-108672, em 3 de junho
de 2013, quando observado a partir da América do Sul.



 






 



Com o auxílio de telescópios localizados em sete
espaços diferentes, incluindo o telescópio de 40 cm da UEPG, no Campus
de Uvaranas, os astrônomos puderam observar a estrela desaparecer
durante alguns segundos, conforme o professor. “Foi o momento em que a
sua luz foi bloqueada pelos anéis de Chariklo, num fenômeno conhecido
por ocultação”, diz Emílio, acrescentando que “se trata da única maneira
para se saber o tamanho e forma exatos de um objeto tão remoto”.
Prossegue: “Chariklo tem apenas 250 quilômetros de diâmetro e
encontra-se a mais de um bilhão de quilômetros de distância. Mesmo com o
uso dos melhores telescópios, um objeto tão pequeno e distante aparece
apenas como um tênue ponto de luz.



Descoberta Conjunta



Na ação conjunta de observação, os astrônomos
descobriram que o sistema de anéis é composto por dois anéis bastante
confinados, com apenas sete e três quilômetros de largura,
respectivamente, segundo o professor. “Estão separados entre si por um
espaço vazio de nove quilômetros - e tudo isto em torno de um pequeno
objeto com 250 quilômetros de diâmetro que orbita além da órbita de
Saturno”. Externando o orgulho do Observatório Astronômico da UEPG
integrar a equipe da importante descoberta, o professor Marcelo Emílio
considera esse momento como significativo como justificativa para a
criação do curso de Bacharelado em Astronomia da UEPG, em trâmite na
instituição.



Professor do Departamento de Geociências e da
Pós-Graduação em Ciências-Física da UEPG, Marcelo Emílio assina o artigo
da Revista Nature com o aluno de mestrado Leandro Mehret. O artigo
também traz a presença de vários astrônomos - e registra como primeiro
autor o professor doutor Felipe Braga-Ribas, do Observatório
Nacional/MCTI. O professor Emílio diz que a publicação se soma a várias
outras de grande impacto na área de astronomia da UEPG. Também inclui
outras três publicações na revista Nature e duas na Science. Para
Marcelo Emílio, a participação em artigos na área demonstra que é
possível o desenvolvimento de pesquisas relevantes em astronomia na
UEPG.



Artigo completo: http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature13155.html



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Astronomia e Astrofísica : Sol perfeitamente redondo
Enviado por bio em 17/08 (2924 leituras)

Os cientistas Marcelo Emílio da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Jeff Kuhn, Isabelle Scholl, da Universidade do Havaí; e Rock Bush, da Universidade de Stanford, usaram o instrumento HMI “Helioseismic e Magnetic Imager” a bordo o satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO) para obter o que eles acreditam que é a definitiva e desconcertante resposta em suas observações do Sol. A perplexidade dos cientista tem referência no fato do Sol ser quase perfeitamente redondo.


Essa condição é ressaltada por Marcelo Emílio que diz: O Sol é o objeto natural mais redondo já medido”. O pesquisador prossegue: “se redimensionado para o tamanho de uma bola de futebol, o Sol seria tão redondo que a diferença entre os diâmetros mais largo e estreito seria muito menor do que a largura de um cabelo humano. Emílio explica que o Sol gira a cada 28 dias, e porque não tem uma superfície sólida deve ser ligeiramente achatado.


Acentua que esse pequeno achatamento tem sido estudado utilizando-se vários instrumentos por quase 50 anos, para aprender sobre a rotação do sol, especialmente a rotação abaixo de sua fotosfera (parte visível do Sol), que não podemos ver diretamente. Marcelo Emílio ressalta que porque não há nenhuma atmosfera no espaço para distorcer a imagem solar, eles foram capazes de usar a sensibilidade de imagem do instrumento HMI para medir a forma solar com precisão sem precedentes.


Os resultados indicam que, se o Sol fosse reduzido para uma bola de um metro de diâmetro, seu diâmetro equatorial seria apenas 17 milionésimos do metro maior que o diâmetro polar Norte-Sul. Registra, ainda, que nas observações verificaram também que o achatamento solar é notavelmente constante ao longo do tempo e muito pequeno para concordar com o que é previsto a partir da rotação na fotosfera solar. Isso sugere que outras forças subterrâneas, como magnetismo solar ou turbulência, podem ser uma influência mais poderosa do que o esperado.


Há anos acreditamos que flutuações em nossas medidas estavam nos dizendo que o Sol varia, mas esses novos resultados dizem algo diferente. Enquanto tudo mais se altera no Sol junto com seu ciclo de manchas solares de 11 anos, o achatamento do Sol não muda" disse Jeff Kuhn. O professor Marcelo Emílio acentua que o achatamento do Sol muda a geometria do campo gravitacional de perfeitamente esférico para uma forma mais complexa. E que Isso perturba a órbita de planetas e de outros pequenos corpos do sistema solar.


Coloca que um dos exemplos é o movimento retrógrado do perihélio do planeta Mercúrio, um dos testes clássicos da teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Parte dessa mudança da órbita no planeta Mercúrio é devido a relatividade geral e outra parte pela geometria não perfeitamente esférica do campo gravitacional do Sol provocado pelo seu achatamento, segundo Marcelo Emílio. O cientista registra que o artigo sobre a descoberta será públicado na Revista Science – e edisponibilizada uma versão on-line no Science Express.


O professor Marcelo Emílio é lotado no Departamento de Geociências da UEPG e ocupa a direção do Observatório Astronômico da instituição, localizado no Campus Universitário de Uvaranas. Recentemente integrou grupos de pesquisas que calculou o diâmetro solar com a maior precisão da história, estudo que alcançou grande repercussão na comunidade científica internacional. Com o suporte de dez anos de pesquisas e observações, Marcelo Emílio, juntamente com pesquisadores americanos das universidades de Stanford e do Havaí, chegou a um diâmetro solar de 1.392,684 quilômetros. A descoberta marca que o Sol é cerca de 700 quilômetros maior do que se pensava, a partir de medições realizadas, em 7 de maio de 2003 e 8 de novembro de 2006.






sun


            Imagem captada do instrumento HMI a bordo do satélite SDO da NASA, em 15 de agosto de 2012. (créditos NASA)

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Astronomia e Astrofísica : História da Astronomia
Enviado por bio em 09/08 (3910 leituras)

Ainda na pré-história, o homem percebeu que os astros se movimentavam em ciclos regulares que coincidiam com fenômenos da natureza, como mudanças climáticas, períodos de colheita, cheias de rios, secas e marés. 


O estudo do movimento dos astros, para prever e se antecipar a estes fenômenos, aumentou as chances de sobrevivências destas populações primitivas, tornando a astronomia ("lei das estrelas", em grego) um estudo obrigatório nesta época e, portanto, uma das ciências mais antigas da humanidade. 


Por desconhecer a natureza dos astros, várias culturas acreditavam que estes eram deuses ou espíritos que realmente manipulavam a natureza para produzir estes fenômenos, mas que, para tanto, deveriam ser reverenciados em rituais religiosos que, em algumas culturas, envolviam até sacrifícios humanos. Acredita-se, portanto, que os primeiros astrônomos eram sacerdotes, que acreditavam que os astros poderiam também prever ações humanas, como relacionamentos pessoais, sucessão de governantes e até guerras, fazendo com que esta astronomia primitiva se confunda com o que chamamos hoje de astrologia. 


Os gregos da antiguidade já haviam desmistificando a natureza dos astros e, apenas com observações a olho nu e cálculos matemáticos, descobriram que o nosso planeta é esférico, que orbita o Sol, calcularam o seu tamanho e as suas distâncias da Lua e do Sol. Mas estas e muitas outras descobertas ficaram praticamente esquecidas até o final da Idade Média, sendo redescobertas apenas a partir da Renascença, mais de mil e quinhentos anos depois. 


A partir dos últimos cinco séculos, a Física passou a ser utilizada para explicar os movimentos dos astros, o que revolucionou o nosso entendimento do funcionamento do Universo e criou os alicerces da Física Moderna. No início do século XX, a publicação da Teoria da Relatividade produziu profundas modificações na Física e possibilitou novas descobertas sobre as leis fundamentais do Universo. 


A descoberta de formas de luz invisíveis aos nossos olhos (como os raios-X, raios gama, ondas de rádio, microondas, radiação ultravioleta e a radiação infravermelha) e de que estas também trazem informações de todo o Cosmos, forçou uma divisão da Astronomia observacional de acordo com a forma de luz observada (faixa do espectro eletromagnético), em Astronomia Ótica (luz visível), Astronomia infravermelha (comprimentos de onda maiores que o da luz vermelha), Radioastronomia (ondas de rádio) e Astronomia de altas energias (comprimentos de onda mais energéticos que a luz visível), que utilizam instrumentos específicos para a captação de cada forma de luz. 


A revolução tecnológica da segunda metade do século XX possibilitou a construção instrumentos cada vez mais potentes e precisos, que fez o conhecimento astronômico evoluir mais nestes últimos cinqüenta anos do que nos cinco milênios de toda a sua história. A partir deste momento, a Astronomia sofre tal mudança nos seus métodos, que deixa o seu aspecto de ciência de observação para se tornar, também, uma nova ciência experimental, onde aparecem inúmeros ramos, como a Astrometria, que trata da determinação da posição e do movimento dos corpos celestes, a Mecânica Celeste, que estuda o movimento dos corpos celestes e a determinação de suas órbitas, a Astrofísica, que estuda as propriedades físicas dos corpos celestes, a Astronomia Estelar, que se ocupa da composição e dimensões dos sistemas estelares, e a Cosmologia, que estuda a estrutura do universo como um todo.


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Astronomia e Astrofísica : Eventos Astronômicos 2012
Enviado por bio em 01/08 (2999 leituras)
Eventos Astronômicos do mês de agosto:

Agosto






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Astronomia e Astrofísica : O brasileiro que mediu o Sol
Enviado por bio em 17/06 (1311 leituras)

Depois de quase dez anos de estudos, um astrônomo do Paraná, (Porfº DrºMarcelo Emílio) responsável pelo Observatório da Universidade Estadual de Ponta Grossa, descobriu que nosso astro é quase 700 quilômetros maior do que se pensava


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