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Astronomia e Astrofísica : Sol perfeitamente redondo
Enviado por bio em 17/08 (2845 leituras)

Os cientistas Marcelo Emílio da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Jeff Kuhn, Isabelle Scholl, da Universidade do Havaí; e Rock Bush, da Universidade de Stanford, usaram o instrumento HMI “Helioseismic e Magnetic Imager” a bordo o satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO) para obter o que eles acreditam que é a definitiva e desconcertante resposta em suas observações do Sol. A perplexidade dos cientista tem referência no fato do Sol ser quase perfeitamente redondo.


Essa condição é ressaltada por Marcelo Emílio que diz: O Sol é o objeto natural mais redondo já medido”. O pesquisador prossegue: “se redimensionado para o tamanho de uma bola de futebol, o Sol seria tão redondo que a diferença entre os diâmetros mais largo e estreito seria muito menor do que a largura de um cabelo humano. Emílio explica que o Sol gira a cada 28 dias, e porque não tem uma superfície sólida deve ser ligeiramente achatado.


Acentua que esse pequeno achatamento tem sido estudado utilizando-se vários instrumentos por quase 50 anos, para aprender sobre a rotação do sol, especialmente a rotação abaixo de sua fotosfera (parte visível do Sol), que não podemos ver diretamente. Marcelo Emílio ressalta que porque não há nenhuma atmosfera no espaço para distorcer a imagem solar, eles foram capazes de usar a sensibilidade de imagem do instrumento HMI para medir a forma solar com precisão sem precedentes.


Os resultados indicam que, se o Sol fosse reduzido para uma bola de um metro de diâmetro, seu diâmetro equatorial seria apenas 17 milionésimos do metro maior que o diâmetro polar Norte-Sul. Registra, ainda, que nas observações verificaram também que o achatamento solar é notavelmente constante ao longo do tempo e muito pequeno para concordar com o que é previsto a partir da rotação na fotosfera solar. Isso sugere que outras forças subterrâneas, como magnetismo solar ou turbulência, podem ser uma influência mais poderosa do que o esperado.


Há anos acreditamos que flutuações em nossas medidas estavam nos dizendo que o Sol varia, mas esses novos resultados dizem algo diferente. Enquanto tudo mais se altera no Sol junto com seu ciclo de manchas solares de 11 anos, o achatamento do Sol não muda" disse Jeff Kuhn. O professor Marcelo Emílio acentua que o achatamento do Sol muda a geometria do campo gravitacional de perfeitamente esférico para uma forma mais complexa. E que Isso perturba a órbita de planetas e de outros pequenos corpos do sistema solar.


Coloca que um dos exemplos é o movimento retrógrado do perihélio do planeta Mercúrio, um dos testes clássicos da teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Parte dessa mudança da órbita no planeta Mercúrio é devido a relatividade geral e outra parte pela geometria não perfeitamente esférica do campo gravitacional do Sol provocado pelo seu achatamento, segundo Marcelo Emílio. O cientista registra que o artigo sobre a descoberta será públicado na Revista Science – e edisponibilizada uma versão on-line no Science Express.


O professor Marcelo Emílio é lotado no Departamento de Geociências da UEPG e ocupa a direção do Observatório Astronômico da instituição, localizado no Campus Universitário de Uvaranas. Recentemente integrou grupos de pesquisas que calculou o diâmetro solar com a maior precisão da história, estudo que alcançou grande repercussão na comunidade científica internacional. Com o suporte de dez anos de pesquisas e observações, Marcelo Emílio, juntamente com pesquisadores americanos das universidades de Stanford e do Havaí, chegou a um diâmetro solar de 1.392,684 quilômetros. A descoberta marca que o Sol é cerca de 700 quilômetros maior do que se pensava, a partir de medições realizadas, em 7 de maio de 2003 e 8 de novembro de 2006.






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            Imagem captada do instrumento HMI a bordo do satélite SDO da NASA, em 15 de agosto de 2012. (créditos NASA)

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