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Astronomia e Astrofísica : Sol perfeitamente redondo
Enviado por bio em 17/08 (2875 leituras)

Os cientistas Marcelo Emílio da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Jeff Kuhn, Isabelle Scholl, da Universidade do Havaí; e Rock Bush, da Universidade de Stanford, usaram o instrumento HMI “Helioseismic e Magnetic Imager” a bordo o satélite Observatório Dinâmico Solar (SDO) para obter o que eles acreditam que é a definitiva e desconcertante resposta em suas observações do Sol. A perplexidade dos cientista tem referência no fato do Sol ser quase perfeitamente redondo.


Essa condição é ressaltada por Marcelo Emílio que diz: O Sol é o objeto natural mais redondo já medido”. O pesquisador prossegue: “se redimensionado para o tamanho de uma bola de futebol, o Sol seria tão redondo que a diferença entre os diâmetros mais largo e estreito seria muito menor do que a largura de um cabelo humano. Emílio explica que o Sol gira a cada 28 dias, e porque não tem uma superfície sólida deve ser ligeiramente achatado.


Acentua que esse pequeno achatamento tem sido estudado utilizando-se vários instrumentos por quase 50 anos, para aprender sobre a rotação do sol, especialmente a rotação abaixo de sua fotosfera (parte visível do Sol), que não podemos ver diretamente. Marcelo Emílio ressalta que porque não há nenhuma atmosfera no espaço para distorcer a imagem solar, eles foram capazes de usar a sensibilidade de imagem do instrumento HMI para medir a forma solar com precisão sem precedentes.


Os resultados indicam que, se o Sol fosse reduzido para uma bola de um metro de diâmetro, seu diâmetro equatorial seria apenas 17 milionésimos do metro maior que o diâmetro polar Norte-Sul. Registra, ainda, que nas observações verificaram também que o achatamento solar é notavelmente constante ao longo do tempo e muito pequeno para concordar com o que é previsto a partir da rotação na fotosfera solar. Isso sugere que outras forças subterrâneas, como magnetismo solar ou turbulência, podem ser uma influência mais poderosa do que o esperado.


Há anos acreditamos que flutuações em nossas medidas estavam nos dizendo que o Sol varia, mas esses novos resultados dizem algo diferente. Enquanto tudo mais se altera no Sol junto com seu ciclo de manchas solares de 11 anos, o achatamento do Sol não muda" disse Jeff Kuhn. O professor Marcelo Emílio acentua que o achatamento do Sol muda a geometria do campo gravitacional de perfeitamente esférico para uma forma mais complexa. E que Isso perturba a órbita de planetas e de outros pequenos corpos do sistema solar.


Coloca que um dos exemplos é o movimento retrógrado do perihélio do planeta Mercúrio, um dos testes clássicos da teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Parte dessa mudança da órbita no planeta Mercúrio é devido a relatividade geral e outra parte pela geometria não perfeitamente esférica do campo gravitacional do Sol provocado pelo seu achatamento, segundo Marcelo Emílio. O cientista registra que o artigo sobre a descoberta será públicado na Revista Science – e edisponibilizada uma versão on-line no Science Express.


O professor Marcelo Emílio é lotado no Departamento de Geociências da UEPG e ocupa a direção do Observatório Astronômico da instituição, localizado no Campus Universitário de Uvaranas. Recentemente integrou grupos de pesquisas que calculou o diâmetro solar com a maior precisão da história, estudo que alcançou grande repercussão na comunidade científica internacional. Com o suporte de dez anos de pesquisas e observações, Marcelo Emílio, juntamente com pesquisadores americanos das universidades de Stanford e do Havaí, chegou a um diâmetro solar de 1.392,684 quilômetros. A descoberta marca que o Sol é cerca de 700 quilômetros maior do que se pensava, a partir de medições realizadas, em 7 de maio de 2003 e 8 de novembro de 2006.






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            Imagem captada do instrumento HMI a bordo do satélite SDO da NASA, em 15 de agosto de 2012. (créditos NASA)

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Astronomia e Astrofísica : História da Astronomia
Enviado por bio em 09/08 (3849 leituras)

Ainda na pré-história, o homem percebeu que os astros se movimentavam em ciclos regulares que coincidiam com fenômenos da natureza, como mudanças climáticas, períodos de colheita, cheias de rios, secas e marés. 


O estudo do movimento dos astros, para prever e se antecipar a estes fenômenos, aumentou as chances de sobrevivências destas populações primitivas, tornando a astronomia ("lei das estrelas", em grego) um estudo obrigatório nesta época e, portanto, uma das ciências mais antigas da humanidade. 


Por desconhecer a natureza dos astros, várias culturas acreditavam que estes eram deuses ou espíritos que realmente manipulavam a natureza para produzir estes fenômenos, mas que, para tanto, deveriam ser reverenciados em rituais religiosos que, em algumas culturas, envolviam até sacrifícios humanos. Acredita-se, portanto, que os primeiros astrônomos eram sacerdotes, que acreditavam que os astros poderiam também prever ações humanas, como relacionamentos pessoais, sucessão de governantes e até guerras, fazendo com que esta astronomia primitiva se confunda com o que chamamos hoje de astrologia. 


Os gregos da antiguidade já haviam desmistificando a natureza dos astros e, apenas com observações a olho nu e cálculos matemáticos, descobriram que o nosso planeta é esférico, que orbita o Sol, calcularam o seu tamanho e as suas distâncias da Lua e do Sol. Mas estas e muitas outras descobertas ficaram praticamente esquecidas até o final da Idade Média, sendo redescobertas apenas a partir da Renascença, mais de mil e quinhentos anos depois. 


A partir dos últimos cinco séculos, a Física passou a ser utilizada para explicar os movimentos dos astros, o que revolucionou o nosso entendimento do funcionamento do Universo e criou os alicerces da Física Moderna. No início do século XX, a publicação da Teoria da Relatividade produziu profundas modificações na Física e possibilitou novas descobertas sobre as leis fundamentais do Universo. 


A descoberta de formas de luz invisíveis aos nossos olhos (como os raios-X, raios gama, ondas de rádio, microondas, radiação ultravioleta e a radiação infravermelha) e de que estas também trazem informações de todo o Cosmos, forçou uma divisão da Astronomia observacional de acordo com a forma de luz observada (faixa do espectro eletromagnético), em Astronomia Ótica (luz visível), Astronomia infravermelha (comprimentos de onda maiores que o da luz vermelha), Radioastronomia (ondas de rádio) e Astronomia de altas energias (comprimentos de onda mais energéticos que a luz visível), que utilizam instrumentos específicos para a captação de cada forma de luz. 


A revolução tecnológica da segunda metade do século XX possibilitou a construção instrumentos cada vez mais potentes e precisos, que fez o conhecimento astronômico evoluir mais nestes últimos cinqüenta anos do que nos cinco milênios de toda a sua história. A partir deste momento, a Astronomia sofre tal mudança nos seus métodos, que deixa o seu aspecto de ciência de observação para se tornar, também, uma nova ciência experimental, onde aparecem inúmeros ramos, como a Astrometria, que trata da determinação da posição e do movimento dos corpos celestes, a Mecânica Celeste, que estuda o movimento dos corpos celestes e a determinação de suas órbitas, a Astrofísica, que estuda as propriedades físicas dos corpos celestes, a Astronomia Estelar, que se ocupa da composição e dimensões dos sistemas estelares, e a Cosmologia, que estuda a estrutura do universo como um todo.


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Astronomia e Astrofísica : Eventos Astronômicos 2012
Enviado por bio em 01/08 (2981 leituras)
Eventos Astronômicos do mês de agosto:

Agosto






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Astronomia e Astrofísica : O brasileiro que mediu o Sol
Enviado por bio em 17/06 (1295 leituras)

Depois de quase dez anos de estudos, um astrônomo do Paraná, (Porfº DrºMarcelo Emílio) responsável pelo Observatório da Universidade Estadual de Ponta Grossa, descobriu que nosso astro é quase 700 quilômetros maior do que se pensava


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Astronomia e Astrofísica : Assista ao trânsito de Vênus registrado em alta resolução pelo SDO (Solar Dynamics Observatory)
Enviado por rcb em 14/06 (892 leituras)
Durante um período de seis horas nos dias 5 e 6 de junho, o SDO (Solar Dynamics Observatory) coletou imagens em vários comprimentos de onda de um dos mais raros eventos solares: a passagem do planeta Vênus em frente ao disco solar. O evento ocorre em pares de 8 anos, a cada 105 ou 121 anos. O último trânsito ocorreu em 2004 e o próximo não deverá ocorrer antes de 2117.









Mais detalhes estão disponíveis em  http://venustransit.gsfc.nasa.gov/.

Fonte: SDO (http://www.nasa.gov/sdo/)

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